O chefe do Estado Maior
Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos de Nardi, afirmou nesta
quarta-feira (15) que o Exército, a Marinha e a Aeronáutica terão como
prioridade, nos próximos 20 anos, a defesa da Amazônia, das fronteiras
brasileiras e da chamada Amazônia Azul (águas jurisdicionais brasileiras). O
general participa do 2º Seminário Estratégia Nacional de Defesa, promovido na
Câmara pela Frente Parlamentar de Defesa Nacional.
Na Marinha, segundo
ele, as previsões de tarefas para a Estratégia Nacional de Defesa incluem a
construção de submarinos, a modernização do poder naval, o monitoramento e o
controle das águas de interesse do Brasil e a implantação da 2ª Esquadra no
Norte e no Nordeste.
A chamada Amazônia Azul
abriga recursos de pesca e petrolíferos pertencentes ao Brasil. O que define o
limite dessas águas é a existência de navios de patrulha na região.
Deslocamento do
Exército
O general afirmou que,
no caso do Exército, haverá menor concentração de brigadas no Sudeste e no Sul.
A ideia, segundo ele, é colocar mais tropas no centro do poder político e criar
novas brigadas para monitoramento das fronteiras.
Os programas
prioritários incluem ainda a recuperação da capacidade operacional, a defesa
cibernética e a modernização da artilharia antiaérea, a partir de uma
coordenação entre as três Forças.
Em relação à
Aeronáutica, o general anunciou a previsão de deslocamento de caças para a
região amazônica e de produção de aviões KC 390, da Embraer, para garantir a
independência de mobilidade. O KC 390 poderá substituir o C 130 Hércules,
utilizado no transporte de tropas e cargas.
O seminário ocorre no
auditório Nereu Ramos.